quarta-feira, 9 de abril de 2008

Situação demográfica em Portugal

A distribuição demográfica faz-se muito desigualmente, sendo bem mais densa ao N. que ao S. Varias áreas rurais têm visto sua população diminuir bastante, devido a problemas socioeconômicos. O retalhamento extremo da terra faz com que sua cultura seja antieconômica. Por outro lado, as áreas menos povoadas não suportam grande aumento demográfico, devido à pobreza do solo. Somente as regiões de Lisboa (que concentra cerca de 19% da população total do país) e do Porto (17% da população) são capazes de absorver sua própria população ativa. Outras áreas com processo de industrialização são Aveio, Coimbra, Setúbal e Faro. Por ocasião do censo de 1960, cerca de 23% da população vivia em zonas rurais; já em 1970, porém, essa percentagem subira para 37,2%.

Em 1970, a densidade demográfica media era aproximadamente 96,5 hab./km2. Cerca de 38% da população tinha menos de 20 anos de idade, 29% situava-se entre os 20 e os 40 anos, 21% estava entre 40 e 60, e 12% tinha mais de 60. A taxa de natalidade era de 21,3/1.000; a de mortalidade, 11,1/1.000. Embora a taxa de mortalidade infantil tivesse caído para 59,2/1.000, ainda era bastante alta.

Portugal apresentava elevada taxa de emigração. Antes de 1960, a maior parte dos emigrantes dirigia-se para o Brasil e outros países latino-americanos. Já em 1970, porém, quando emigraram 66.360 pessoas, 33% foram para a França, 30% para a Rep. Fed. Da Alemanha, 0,5% para os E.U.A. e 17% para o Brasil, Canadá e Venezuela.

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