Estrutura Geológica e Relevo: O vale do Tejo divide Portugal em duas zonas topográficas características; o N. montanhoso, onde se encontram 90% das altitude superiores a 390m; e o S., com 60% das altitudes inferiores a 200m. Cerca de 7/10 do território português fazem parte do bloco herciniano da Meseta, fraturado durante o Terciário. É na Serra da Estrela, ramo ocidental da Cadeia Central, que se encontra no ponto culminante (1.991m). Seguem-se as serras fronteiriças da Galícia, como a do Gerês (1.538m), Larouco (1.525m) e Nogueira (1.318m). Ao N. do Douro, o bloco antigo cai em falésias definidas, estreitando a planície costeira. Entre o Douro e o Mondego, o Maciço de Montemuro (1.382m) e a Serra do Caramulo (1.074m) separam os planaltos da Beira da ampla planície litorânea e da Ria de Aveiro. A zona meridional é, em sua maior parte, um estável bloco antigo, com as superfícies terciárias da Meseta sul-ocidental entendendo-se sem interrupções pelas monótonas planícies xistosas e graníticas de Baixo Alenjeto, e preservadas inclusive nos planaltos mais elevados do Alto Alenjeto (São Mamede, 1.025m) e no Caldeirão (570m). Ao N. e O., o Tejo inferior e o Saldo representam sinclinais de deposição terciária e quaternária. Os montes da Arrábida (501m) e escarpas e colinas da costa do Algarve compreendem calcários e arenitos mesozóicos. No Algarve o relevo de maior vulto concentra-se na Serra de Monchique (900m).
Hidrografia:Os principais rios de Portugal – o Tejo, o Douro, o Minho e o gradiana – nascem na Espanha e transpõem a Maseta numa serie de desfiladeiros e gargantas, o que impede sua navegabilidade entre os dois paises. O rio que apresenta maior curso em Portugal é o Douro e os principais rios inteiramente portugueses, todos eles praticamente navegáveis, são o Mondego, o Vouga, o Sado, e o Zêrere, afluente do Tejo.
Clima: A posição geográfica de Portugal, no externo S.O. da Europa, explica seus invernos brandos e úmidos, assim como seus verões relativamente uniformes e secos. Sua localização entre 37o e 42o de latitude N. dá-lhe características de transição entre as condições mediterrâneas e temperadas ocidentais. No inverno, a região N. é dominada pela frente polar, e no verão o sistema de alta pressão dos Açores avança pelo país em direção ao N. Em janeiro é pequena a amplitude térmica ao nível do mar, variando de 11oC no S.O. a 9oC no N.E. As montanhas mais elevadas da Serras da Estrela apresenta menos de 7oC, com neve nos picos entre novembro e abril. No verão a influência oceânica é marcante, registrando-se acentuada amplitude térmica em julho (18oC na costa O. e 27o ou mais ao longo da fronteira com a Espanha). Mais da metade do território português recebe um total anual de chuvas inferior a 1.000mm. A região N. apresenta considerável precipitação pluvial em toda a costa a umidade é relativamente alta para a altitude, decrescendo a partir do médio Domo e do Tejo para perto da fronteira galega (extremo N.), intensificando-se, porem, em direção a N.E., especialmente ao S. do Tejo. No Porto ocorrem média pluviométrica anual de 1.500mm, em Lisboa de 610mm e em Lagos de apenas 381mm.
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